SOMOS FEITOS DE CARNE, MAS TEMOS DE VIVER COMO SE FÔSSEMOS DE FERRO.
RESUMO
Esse trabalho surge como resposta às observações do autor em sua prática
profissional nas Instituições da PMES (Polícia Militar do Espírito Santo), na qual
atuou por mais de 20 anos e PCES (Polícia Civil do Espírito Santo) no qual
atuou por 9 anos.
Nesses quase 30 anos de serviço efetivo, se observou que o policial atua em
situações graves de crise social e momentos limites da psicologia humana. O
policial enfrenta em sua profissão uma carga excessiva de stress, perigo de
morte, somando-se a isso o atendimento de ocorrências em que o cidadão
atendido se encontra também desassistido pelo Estado, depositando na força
policial seu último refúgio e esperança na solução de seus conflitos sociais e
familiares.
Desse modo, forma-se um círculo de problemas, pois o Servidor, na maioria
das vezes, não possui meios para a solução dos conflitos e os incorpora aos
seus próprios ou responde de maneira errônea, aumentando a desordem social
e seus conflitos psíquicos internos.
Outrossim, Verifica-se a carência do Estado do espírito Santo na política de
atendimento psicológico ao Servidor Policial, seja pela não procura desse
serviço, por motivo de fatores culturais e sociais do próprio Servidor, seja por
falta de investimento no setor.
Em fevereiro de 2017 houve uma Manifestação dos familiares dos Policiais
Militares do Espírito Santo no qual acamparam em frente dos Quartéis
impedindo que esses saíssem para o atendimento de ocorrências.
A Crise e a falta de habilidade do Governo na gestão do conflito ocasionaram
uma situação de estresse pós traumático nos Servidores Policiais, ocasionando
inclusive adoecimento psicológico e suicídios. Esse Trabalho se propõe a
refletir e apontar caminhos no atendimento Psicanalítico dos Policiais visando a
saúde mental e superação dos traumas, apontando caminhos para a melhora
da qualidade de vida desses Servidores públicos.
O presente trabalho utilizará de métodos científicos para melhor compreensão
do tema. A pesquisa se desenvolverá por método dedutivo, com auxilio
literário, doutrinário e histórico nos limites dos objetivos propostos.
PALAVRAS CHAVES: Servidor Policial, Trauma, Crise, Atendimento
Psicanalítico.